Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


PINTINHO DE CHOCADEIRA

Oh, pintinho solitário!
Sem o calor do amor.
Como milhares de outros
que a gana humana gerou
apenas com a intenção
de gerar bens de valor.

Sois, pois, uma aberração
que a máquina fria criou
como criou tantos outros!
Com o seu frio calor.
E te dando como salário,
a prisão. O desamor.

Mas... que pagamento é esse
se, de mal, nada fizeste?
É a ganância do homem
que da Natureza esquece,
só pensando no que dá lucros,
no que a ele enriquece.

É que o homem, maluco
que é, cada vez mais desce!
Esquecendo o seu ser - que some
sob o não-ser, e fenece.
Subjugando-se às riquezas,
ao seu espírito empobrece.

E torna-se um ser sem amor,
sem fé e sem compaixão,
cego que está pela fome
de poder e dominação.
É a ganância que o transforma
em um "saco" de ambição.
-
Eu sei que estou sonhando!...
Mas, o homem só será feliz
quando, de si, arrancando
esse mal pela raiz,
deixar que lhe vá... tomando...
O BEM, que ele sempre quiz.

E o pintinho de chocadeira
voltará a encontrar
a sua mãe verdadeira.
O seu verdadeiro lar.
E a sua vida inteira
ele viverá a cantar.

Levará vinte e dois dias
para que venha a nascer,
debaixo da mãe - que espia
o ovo a amadurecer.
E que, ao nascer, ela o cria,
vendo-o, aos poucos, crescer.

E com amor, com carinhos,
sob os cuidados de quem
nada deseja! E, no ninho,
dá todo o amor que tem
para chocar seus filhinos
sem pensar no "valor" que têm.

 
 
Por: Rosa R. Regis - Natal/RN - 2001
(ao, numa caminhada matinal, passar defronte a uma gaiola
com pintos récem-nascidos expostos à venda)
 
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 26/04/2006
Alterado em 07/09/2011
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras
Parei em mim, matutando// O que é certo ou errado// E acabei esnobando// Que estava ali ao meu lado.