Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


A LITERATURA DE CORDEL

A LITERATURA DE CORDEL
(um pequeno resumo)
Por: Rosa R. Regis - Natal/RN - 2004



De onde foi que ela veio?
De onde será que surgiu?
Narrando estórias cantadas
Em sextilhas transformadas
Ou mesmo oitavas rimadas.
Será que foi do Brasil?

O nome, de Portugal,
Devido à exposição
Dos folhetos num cordel,
Ao qual chamamos cordão,
Desde o Século XVII
Ou antes disso, então.

Pode-se dizer também
Que o cordel em si está
Poeticamente ligado
Ao romanceio popular
Com o tipo de narração
Rimada ao se apresentar.

De origem lusitana
Segundo alguns. Outros, não.
Pois várias fontes divulgam
Também sua aparição
CORRIDO e CONTRAPUNTEO
Do México – noutra versão.

As HOJAS ou PLEGOS SUELTOS,
Poesia Popular
Da Argentina, em CORRIDOS,
De uma forma similar
Ao nosso CORDEL, versando,
Vem as estórias contar.


Porém são as “FOLHAS SOLTAS”
De origem portuguesa,
Também chamadas “VOLANTES”,
Que alguns dizem, com certeza,
Vem para cá com os colonos,
Pondo no Nordeste a mesa.

 

E é devido as condições
Sociais e culturais
De que o Nordeste dispõe,
Que cresce cada vez mais
O incentivo às criações
Nos mais diversos locais.

Seria, assim, de bom tom
Um interesse prior
Por parte da Educação
Que visse com mais amor
Essa forma de passar
Saber pelo educador.

Pois é uma forma direta
Sem delongas, sem rodeios,
Que apresenta a coisa certa
Utilizando um bom meio
Que em si mesmo acarreta
Um aprendizado em cheio.

E na educação de jovens
E adultos, certamente,
Vai fazer que eles despertem
O que já têm na mente:
Saberes adquiridos
Pelo ouvido e o vivido.
Pela vida conseqüente.

...
Dando minha opinião,
Digo com convicção:
CORDEL é maravilhoso!
E ajuda à assimilação:
Seja você a Gracinha
Que no estudo engatinha,
Ou seja o João Grandão.
Ou ainda a Mariazinha
Que já não é criancinha
Mas para o Saber caminha
Com amor no coração.


Rosa Regis

Natal/RN - 2004
Revisado em 20/01/2020

 
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 07/05/2006
Alterado em 20/01/2019
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