Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


A GALEGA DO ÔNIBUS
(Poesia em sextilha no estilo cordel - Série: No Ônibus)

POESIAS RIMADAS E METRIFICADAS
SÉRIE: NO ÔNIBUS

 
A GALEGA DO ÔNIBUS
(Linha 24 - Pitimbu-Ribeira)

Saio de casa apressada
Já estou um pouco atrasada,
O ônibus já vai passar!
Chego no ponto na hora,
Corro... Ou ele fai embora
Porque não pode esperar.

Levanto a identidade,
Tenho o direito da idade
Sou uma "preferencial"!
O motorista, educado,
Abre a porta e, com cuidado,
Dá partida. Ele é legal!

Há uma cadeira "esperando",
Eu vou logo me sentando.
Ao lado alguém se maqueia.
Pra não ficar assanhada,
Vai de janela fechada.
O calor não a aperreia.

Peço pra abrir a janela
Ela me olha e, amarela
De raiva, diz que: aberta
A janela, a quentura aumenta.
Tal resposta me apoquenta.
Ou melhor, me desconcerta.

Com blusa verde e amarela,
A tal moça da querela
Parece bem "brasileira".
Mas, de boa educação,
Coitada, nenhum quinhão!
Parece mais estrangeira.

E é muito à contragosto,
Demonstrando até desgosto,
Que a janela ela abriu.
E depois, sem mais comentar,
Levantou-se e foi sentar
Do outro lado. Não sorriu.

E aí, o caminho inteiro,
Vez por outra, o olhar brejeiro
Eu lançava pra galega
Que do sol se desviava
Enquanto o vento assanhava
Seu pelo. Mereceu nega!




Rosa Regis


Natal/RN - 20 de maio de 2010,
a caminho do trabalho.


A primeira lançada mas não a primeira da série, ainda sem numeração.
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 06/06/2010
Alterado em 17/02/2015
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Parei em mim, matutando// O que é certo ou errado// E acabei esnobando// Que estava ali ao meu lado.