Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


 
2º CONCURSO DE LITERATURA DE CORDEL “A FEIRA DE CARUARU É PATRIMÔNIO DE TODOS NÓS”
Promovido pelo Pontão de Cultura Feira de Caruaru, projeto desenvolvido pela Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru e pelo IPHAN, em parceria com Academia Caruaruense de Literatura de Cordel e A Casa da Poesia de Caruaru.
 
 
 
A FEIRA DE CARUARU
É PATRIMÔNIO DO POVO
(Cordel vencedor)
 
 
 
Essa Feira Brasileira,
Com mais de duzentos anos,
Não pode sofrer os danos
De se tornar estrangeira
Pois isso seria asneira.
E para melhor falar
Dela, aqui passo a listar
Produtos que são vendidos
Nela, e são distribuídos
Pra todo e qualquer lugar.
 
 
Feira Livre: Da Sulanca;
A feira do Artesanato;
Do Importado: do Sapato
Do Chinelo e da Tamanca
Que vem lá da Zona Franca.
E a Feira de Mangalho
Onde tem grelha, chocalho,
Candeeiro, lamparina,
Pavio, linha, bobina
E até trança de alho.


Na Feira de Troca-troca
O dinheiro é esquecido,
Pois ali nada é vendido!
Já me disse o velho Joca
Marido de Dona Noca.
Troca-se de tudo, ali:
Sabiá por juriti,
Botijão de gás por disco,
Carne de sol por marisco,
Veado por jaboti...
 
 
A feira dos Passarinhos
Está quase que estinguida
Devido ser proibida
A transação dos bichinhos.
Um ou outro vende ninhos
Para o colecionador
Que demonstra ter amor
Ao que vem da Natureza
Que é vida e que é beleza
Em qualquer lugar que for.


E o colorido das Flores
Que na Feira tem lugar
Vem a esta embelezar
Com pétalas multicores
Além de espalhar odores,
Perfumes que acalentam
Namorados que lamentam
A distância das amadas
Trazendo ao peito, espetadas,
Rosas que as representam.


Tem a Feira das Panelas
De barro, que têm lugar
No saudosismo sem par
Quando lembramos que elas,
No cozido de costelas,
Mesmo que estejam em declínio,
Superam às de alumínio,
Às de estanho e as de inox.
Comparada ao velho "fox",
Como ele, tem fascínio.


Tem a Feira das Meizinhas
Onde o saber popular
Tem poder de medicar
Às Senhoras, às mocinhas,
Às crianças, às velhinhas;
Cidadãos comuns, doutores...
Pois de todos tira as dores
Com ervas cruas, cozidas,
Que ali são adquiridas.
Folhas, sementes e flores.


Frutas, verduras, feijão,
Farinha de mandioca;
Goma para tapioca,
Penicos, calçados, pão;
Ossada para pirão,
Galinha, pato, peru;
Caroço de mulungu
Para preparar rapé,
Na maior feira, que é
A lá de Caruaru.

Comida típica
a granel

Tem ali pro visitante
Bem como para o feirante
Tais como: Sarapatel,
Macaxeira, pão-de-mel;
Batata doce, buchada;
Xerém, pamonha, coalhada;
Inhame, carne de bode...
Come quem pode e não pode.
Acompanha uma "lapada".
 
 
Poetas e romancistas;
Violeiros cantadores;
Repentistas e cantores
Populares. Tem artistas
De circo, malabaristas
Divertindo a meninada
Que, já de cara melada,
Dentro daquela folia
Espera o final do dia
Pra bater em retirada.
 
 
Tem fogões, tem geladeiras;
Motos e peças de carro;
Enxadas, cuias de barro;
Martelos, enceradeiras;
Talheres e petisqueiras
De modelos variados;
Móveis novos e usados
À medida do seu bolso.
A Feira é mesmo um colosso!
Esteja, pois convidado.


Vem gente de todo canto
Deste Brasil de Meu Deus,
Sejam crentes ou ateus,
Tomados pelo encanto
Dessa feira que, de tanto
Se expandir, já conquistou
O exterior. Se tornou
Algo de Fenomenal!
Feira internacional
O povo a denominou.
 
 
 
 
 
 
Rosa Regis
 
 
 
Natal/RN - maio de 2010
 
 
 
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 25/05/2011
Alterado em 09/02/2017
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