Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


A menina mais forte do mundo
Texto original: Rosângela Trajano
Cordel: Rosa Regis
Baseado no livro GDE – Módulo Gênero – Texto II – Gênero e outras formas de classificação
Ilustração:
Danda

Era uma vez...
 
Era uma vez uma menina
Forte, a mais forte do mundo!
Somente com uma das mãos
Levantava, num segundo,
Uma pedra de mil quilos
Sem sequer respirar fundo.
 
Um tambor d’água contendo
Quinhentos litros ou mais
Ela levava à cabeça
Sem sequer cansar jamais.
Não reclamava de peso
Nem de trabalhar demais.
 
Cinco sacos de cimento,
Para ajudar o pedreiro
Que estava com dor nas costas,
Já levantava ligeiro.
E se fosse necessário
O faria o dia inteiro.
 
No colo ela costumava
Carregar um elefante,
Como se fosse um brinquedo.
E não achando bastante,
Levava a comida dele
Que tirara na vazante.
 
Os bracinhos da menina
Eram finos. Pareciam
Frágeis. Todos perguntavam
- Como é que poderiam
Ter tão grande força assim?
- Ninguém sabe! Respondiam.
 
Certo dia, a menininha,
Dita a mais forte do mundo,
Pegou uma estrela cadente
Que viria, num segundo,
A cair no meio da Terra
Causando estrago profundo.
 
- Mas não dizem que as meninas
São frágeis? Como explicar?
- Sim, dizem! Alguém responde.
Sem explicação pra dar.
Todos se abismam com a força
Da menina, que é sem par.
 
E a menina mais forte
Do mundo era apelidada
De “Formiga-cortadeira”!
É que fora comparada
À formiga, que carrega
No dorso carga pesada.
 
A formiga-cortadeira
É uma formiga potente
Que consegue suportar
Uma carga equivalente
A quinze vezes seu peso
Sem perigo consequente.
 
A menina carregava
Nos braços, de uma só vez,
O seu pai e a sua mãe.
Isso sempre, sempre fez,
Sem sentir dificuldade
Já que tinha robustez.
 
Certo dia, uma carreta
Com uma carga pesada
Quebrou no meio da rua
Ficando por lá parada
Nem mecânico, nem guindaste
Deu conta. Quem foi chamada?!
 
Veio a menina mais forte
Do mundo e, com uma mão
Só, colocou no canteiro
O pesado caminhão,
Ou carreta, sem canseira,
Sem qualquer exibição.
 
Era uma menina com força
De dez mil homens ou mais.
- Não são os homens mais fortes?
- Dizem! Ou serão iguais?
Conhecendo essa menina,
Nada pra mim é demais.
 
Lá se vai nossa menina
Com sua carga pesada
Dos problemas deste mundo
De gente descontrolada
Que, para ela, que é pura,
É um pesinho de nada.
 
Na escola, seus colegas
Costumavam lhe pedir
Pra levar suas mochilas
Pesadas. E ela, a rir,
Três de um lado e três do outro,
Levava, sem discutir.
 
Enquanto isso os meninos
Iam atrás perguntando
Um ao outro: - Como pode?
- Não se sabe! Completando,
Diz o outro. E continuam
Sobre a mesma conversando.
 
Mas, o mais interessante,
É que a menina mais forte
Do mundo, com a sua força,
Que servia de suporte
A todos, necessitava
De todo mundo, sem corte.
 
Necessitava de homens,
De mulheres, de meninos,
De crianças que levassem
Pelos países latinos...
E por toda a humanidade
O AMOR com seus ensinos.
 
Como pode? É a pergunta
Que finaliza a história.
Uma história onde o Amor
É a Força Maior, a Glória.
E é Ele quem responde:
A FORÇA MAIOR SE ESCONDE
NO AMOR, QUE É VITÓRIA.
 

 
Rosa Regis
Natal/RN – 17.04.2015 – 14h e 20min.
 
 
Rosa Regis e Rosângela Trajano
Enviado por Rosa Regis em 14/01/2018
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