Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.

Rosa Regis Brincando com os Versos

Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria

Textos


AS COISAS MUDAM DE NOME,
A EVOLUÇÃO FAZ MUDAR.

 
 
Calçola, pano de boi
Califon e “vitalina”,
São nomes que me recordam
O meu tempo de menina,
Quando a minha irmã ouvia
Cochichando, e me escondia,
Por ser danada, traquina.
 
A calçola era a calcinha,
Naquele tempo, aloprada!
Com botões nas laterais
Para deixar cinturada
Às gordinhas, apertando
Com força! à barriga dando
A formação adequada.
 
Pano de boi, um paninho
Quadrado e bem acabado
Que, dobradinho, tomava
Seu lugar, sendo trocado,
Depois, pelo absorvente.
Agradeço a Deus Clemente
Esse avanço abençoado.
 
Califon, é o sutiã
Que tem nome afrancesado,
Se fosse até a cintura
De corpete era chamado.
“Vitalina” é moça idosa
Que mesmo sendo formosa
Nunca arranjou namorado.
 
Ou se arranjou, não deu certo,
Não conseguiu se casar,
Ficando para “titia”
E dos sobrinhos cuidar.
Se não tivesse um sobrinho
Criava qualquer bichinho
Para carinho lhe dar.
 
 
Rosa Regis
 
Natal/RN
15/07/2018 – 00:34 min.
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 15/07/2018
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Parei em mim, matutando// O que é certo ou errado// E acabei esnobando// Que estava ali ao meu lado.