O CANTO IMAGINÁRIO DE UM POETA APAIXONADO
(Homenageando Fernando Cunha Lima)
Arde-me o peito ao imaginar
O canto imaginário de um poeta
Que sente ainda em seu peito a seta
Do amor que acabara de arrancar.
A ferida aberta, ainda a latejar,
Do coração ferido o sangue ejeta,
Só ele o vê. E sua alma inquieta,
Desse amor doido tenta se livrar.
Mas como se seu o pobre coração
A ao tal amor não pode dizer não?
Não há remédio pra tamanha dor.
Sua alma possuída de desejos
Ainda anseia pelos cálidos beijos
De alguém que aos beijos seus não dá valor.
Rosa Regis
Natal/RN
08.05.2009 – 02:15h