Sem noção de amor fraterno// O homem agride o irmão,// Num ato que mostra o inferno// Que trás em seu coração.
Rosa Regis Brincando com os Versos
Pensares que se transformam //espalhando poesia, //pegam carona no vento// enchem meu ser de alegria
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COISAS QUE NÃO SE ENTENDEM


COISAS QUE NÃO SE ENTENDEM

Mistura de Deus com o Diabo;
Pão-de-milho com quiabo;
No suru  põe-se um rabo;
E mistura Forró com Fado.

São coisas que não se entendem
Mas, se fizer, tudo vende.

Suporte de isopor,
Máquinas que provocam dor,
Imitação de cocô...
Objetos sem valor.

São coisas que não se entendem
Mas, se fizer, tudo vende.

Depósito p’ra carrapato,
Espremedor de sapato,
Branqueador de mulato,
E churrasquinho de gato.

São coisas que não se entendem
Mas,se fizer, tudo vende.

Esses filmes de terror,
Que causam grande pavor
Pois capricham no horror,
Causando, as vezes, até dor.

São coisas que não se entendem
Mas, se fizer, tudo vende.

Roupas de meia-estação
Feitas de lã de algodão,
Expostas em pleno verão
A um tremendo calorão.

São coisas que não se entende
Mas, se expuser... tudo vende.

Malissa... Capim-canela;
Pingos e cotos de vela;
Fórmulas p’ra se “fazer bela”;
E insuflador de querelas.

São coisas que não se entende
Mas, se expuser... tudo vende.

Natal/RN - 03/02/1999.
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 03/02/2007
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