RIACHO DA MINHA MENINICE
Era estreito, porém de água perene!
Orgulhoso de nunca haver secado,
Banheiro e bebedouro para o gado.
Corria calmo com seu ar solene.
O cheiro da peixada da Irene
Com coco, só ao coentro bem picado,
Pouco sal, nem insosso nem salgado,
À tua margem, à luz de querosene.
Aos “tibungos” da minha peraltice
Gargalhava a minha amiga Nice.
O lembrar, faz pulsar-me o coração.
Oh, riacho da minha meninice!
Será lembrar, de ti, assim, tolice?
Meus olhos lacrimejam de emoção.
Natal/RN
2010