EROS / AMOR
POBREZA (PÊNIA)E RECURSO (POROS)
GERAM O AMOR (EROS)
O Olimpo está em festa
Com deuses a farrear,
É a chegada de Afrodite
Que estão a comemorar.
É a deusa do Amor que nasce!
Alegres, têm que estar!
Mas, eis que, no fim da festa,
Surgiu na entrada alguém
Com fome, vem mendigar
Algo pra comer. E é quem?!
Pênia, a Pobreza! No entanto
Algo mais forte a detém.
E antes mesmo que possa
Esboçar qualquer ação
Para dirigir-se à mesa,
Poros, o Recurso, então,
Totalmente embriagado
Atraiu sua atenção.
É que o filho da Prudência
Se afasta dos imortais,
Deita no jardim de Zeus
E em pesado sono cai.
Pobreza, pensando rápido,
Um filho lhe subtrai.
É Eros, o Amor, gerado
Do Recurso com a Pobreza
No dia do nascimento
De Afrodite, a bela deusa
Do amor, aí fica sendo
Sempre servo da Beleza.
A herança de Eros
Herda, da mãe, a carência
E o destino de andarilho;
Do pai, coragem e energia.
Decidido, segue o trilho
Da Beleza e da Bondade,
Ávido que é por seu brilho.
Não é mortal nem imortal.
É uma herança que ele traz.
Ora, germinando, vive;
Ora morre. E o que é demais:
Em seguida, ele revive!
Com o que herdou de um dos pais.
Marcado pela carência
Que da sua mãe herdou,
Não é um sábio, porém
Pelo saber tem amor.
E isso o faz esforçar-se
Pra ser bom conhecedor.
-
E o deus do Amor filosofa!
Transcendendo ao que herdou.
...
...
Rosa Regis
Natal/RN
continua em breve